quarta-feira, 17 de julho de 2013

PCP questiona governo sobre o Centro de Saúde de Azeitão



Ex. ma Sr.a Presidente da Assembleia da República

O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português visitou a Unidade de Saúde de Azeitão, do Centro de Saúde do Bonfim, que integra o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Arrábida.

A Unidade de Saúde de Azeitão funciona numa moradia adaptada e num pavilhão pré-fabricado adjacente, sem condições para a prestação de cuidados de saúde aos utentes. As instalações não são adequadas para o fim a que se destinam. E com o crescimento demográfico em Azeitão, as instalações não têm capacidade para dar resposta à população. Urge encontrar soluções para este problema.

A carência de recursos humanos também afeta a Unidade de Saúde de Azeitão e o ACES. No ACES há 133 médicos, o que corresponde a 72% do previsto no mapa de pessoal e o número de utentes sem médico de família ascende a 60 mil, ou seja, 25% (depois do “expurgo” de cerca de 20 mil utentes, o que significa que o número de utentes sem médico de família é bastante superior), num total de 249 mil inscritos.

Na Unidade de Saúde de Azeitão há 5 médicos de família e são precisos mais 5. Dos 18.326 inscritos nesta unidade de saúde, 6919 não têm médico de família, isto é, cerca de 38% dos utentes.

Os pedidos de aposentação tem conduzido à saída de muitos médicos sem a respetiva substituição e o último concurso aberto ficou deserto. Dada a grande falta de médicos, o ACES recorre à contratação de empresas para prestação de serviços, nomeadamente na consulta aberta da Unidade de Saúde de Azeitão e alguns serviços de atendimento permanente. Esta solução é criticada por todos, porque as pessoas colocadas por esta via não se identificam com a instituição e há preocupações sobre a qualidade dos cuidados de saúde prestados.

A situação em que se encontra o Centro de Saúde de Azeitão, no que respeita às instalações e no que respeita à carência de recursos humanos, é consequência da política de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) por sucessivos Governos. Apesar de o Governo vir a público afirmar o reforço dos cuidados de saúde primários, a realidade concreta em Azeitão evidencia o oposto. Não há reforço, nem investimento, o que há são cortes cegos e redução de profissionais de saúde.

O PCP defende a construção de um novo centro de saúde em Azeitão e a contratação dos recursos humanos em falta, para assegurar as condições adequadas para a prestação de cuidados de saúde aos utentes e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.

Ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, solicitamos ao Governo que por intermédio do Ministério da Saúde, nos sejam prestados os seguintes esclarecimentos:
  1.      Existe alguma proposta que incida sobre a construção de instalações da Unidade de Saúde de Azeitão? Caso haja solicitamos que nos seja informado do projeto e da calendarização da sua concretização?
  2.   Que medidas pretende o Governo tomar para garantir a atribuição de médico de família a todos os utentes?

Palácio de São Bento, sexta-feira, 12 de Julho de 2013

Deputado(a)s
PAULA SANTOS(PCP)
FRANCISCO LOPES(PCP)
BRUNO DIAS(PCP) 

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3 comentários:

  1. Maria José Morato Lobato Pereira 65 anos de idade, reformada, e inscrita neste centro há 20 anos.
    Fez Dezembro passado(2014) que fui operada a um tumor facial esquerdo.
    meu marido Liberto Pinheiro de Almeida, que esteve nas urgências 01/01/2015, em Sesimbra ligado ao aparelho de oxigénio, por não conseguir respirar.
    Marcamos consulta no centro de saude de Azeitão, a nossa médica de familia, mandou-nos fazer exames com uma certa urgencia, e marcarmos consulta, para quando esses exames estivessem prontos, podermos ser atendidos, ficou marcado para fevereiro, nesse dia da consulta nos telefonaram dizendo que a nossa consulta tinha sido adiada para 9 do corrente Mes (Março), hoje recebi um novo telefonema dizendo, que a minha consulta tinha sido adiada novamente para 9 de Abril....
    Estes adiamentos serão por sermos já de uma idade avançada, ou já não temos direito a consultas uma vez que deixámos de contribuir para a segurança Social???
    Teremos que ir às urgências???
    Não entendemos o que se passa.

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  2. Maria José Morato Lobato Pereira 65 anos de idade, reformada, e inscrita neste centro há 20 anos.
    Fez Dezembro passado(2014) que fui operada a um tumor facial esquerdo.
    meu marido Liberto Pinheiro de Almeida, que esteve nas urgências 01/01/2015, em Sesimbra ligado ao aparelho de oxigénio, por não conseguir respirar.
    Marcamos consulta no centro de saude de Azeitão, a nossa médica de familia, mandou-nos fazer exames com uma certa urgencia, e marcarmos consulta, para quando esses exames estivessem prontos, podermos ser atendidos, ficou marcado para fevereiro, nesse dia da consulta nos telefonaram dizendo que a nossa consulta tinha sido adiada para 9 do corrente Mes (Março), hoje recebi um novo telefonema dizendo, que a minha consulta tinha sido adiada novamente para 9 de Abril....
    Estes adiamentos serão por sermos já de uma idade avançada, ou já não temos direito a consultas uma vez que deixámos de contribuir para a segurança Social???
    Teremos que ir às urgências???
    Não entendemos o que se passa.

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    Respostas
    1. Prezada D. Maria José


      Desde já a nossa simpatia e solidariedade para com a sua situação pessoal. O que nos relata, no post que colocou, infelizmente é mais um exemplo da falta de respeito deste Governo pela saúde dos portugueses e da sua politica criminosa. O PSD/CDS tem feito ataques muito graves ao Serviço Nacional de Saúde que vão desde elevados cortes de verbas, até à proibição por parte dos Hospitais e Centros de Saúde de contratarem o número de profissionais necessários. E a situação está cada vez pior para os utentes de saúde. Ainda ontem, as comissões de utentes da saúde do concelho de Setúbal, Palmela e Sesimbra fizeram uma vigília de protesto em frente ao Hospital de S. Bernardo a exigirem que este governo tome medidas no sentido de dotar o Hospital e Centros de Saúde de meios e profissionais necessários para poderem dar as respostas adequadas.


      Não tendo o PCP capacidade de resolução individual destes problemas, no entantosugerimos que contate o Gabinete do Utente cujo telefone é 265708015 e coloque o problema. O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 9H às 13h e das 14h às 17h, porque todos os reformados continuam a ter direito à assistência prestada pelo Serviço Nacional de Saúde. Os adiamentos não têm a ver com facto de terem uma idade avançada, nem terem deixado de contribuir para a segurança social. Votos de amizade e muita solidariedade.

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